segunda-feira, fevereiro 18, 2008

História dos pés molhados


Ontem choveu boa parte do dia. À noite, começou a chover furiosamente, com direito a trovoada forte o suficiente para me acordar por volta das 5h da manhã. Quando me levantei, por volta das 7h, a chuva continuava a cair.

Para não variar, nem os avisos da meteorologia de que vem aí um período de chuva chegam para que as valetas sejam limpas. Assim, quando saí de casa, deparei-me com um autêntico rio rua abaixo até à estação de comboios.
A somar à chuva forte que caía, a água que formava correntes na estrada e nos passeios chegou para, ao primeiro passo na estrada, as minhas botas literalmente meterem água... As valetas não davam vazão, a tampa do esgoto tinha saído e boiava sobre golfadas de água que alegremente saiam para a estrada... E continuei a meter água, até finalmente chegar perto da estação, cujo tunel sob a estrada estava também estilo piscina interior. Assim, preferi arriscar a estrada com 5cm de altura de água e atravessei.

Portanto, consegui perder o comboio, ter as calças molhadas quase até à cintura, e os pés a chapinhar dentro das botas, o casaco a pingar, o cabelo molhado apesar do chapéu de chuva... Extremamente agradável...

Isto tudo para dizer que, chegada a Sete Rios, corri às lojas da estação, na esperança de conseguir encontrar uma aberta antes das 8h, que tivesse meias para substituir as minhas. Mas também as botas estavam molhadas por dentro, pelo que não resisti à visão dos ténis e à perspectiva de pés quentinhos e secos! E pronto, é esta a história destes.

O que não fazem uns pés molhados...

Escusado será dizer que quando cheguei à tarde, já sem chover, estava uma máquina a limpar as valetas.
Casa roubada... (para não variar)

3 comentários:

wednesday disse...

Parecem ser bem confortáveis, especialmente depois do cenário de 2ªfeira... E que tal o novo posto de trabalho?

Susie disse...

Olá!
Passa pelo Bazar da Arte. Tenho uma coisa para ti ;)

Beijinhos

Simão Bacamarte disse...

Selenis,
Uma delícia esse texto. Parece um conto infantil de tão delicado. :)
Beijos.